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      A palestra será gratuito e online, pelo Canal do Youtube da Faculdade de Comunicação da Universidade de Brasília (FAC-UnB)     Na próxima terça-feira, dia 23, às 14h, o professor Fábio Pereira – membro do ObservInfo - fará a mediação de mesa-redonda sobre sociologia dos públicos do jornalismo, no Ciclo de Palestras Interlinhas, do Programa de Pós-graduação da Faculdade de Comunicação - PPGCOM /UnB.   Ao lado de Pereira estarão Olivier Tredan, da Universidade de Rennes 1 (França) e Victor Wiard, pesquisador da Universidade Livre de Bruxelas (ULB – Bélgica). Tredan fará sua apresentação em francês, mas haverá tradução simultânea. Já a participação de Wiard será em inglês.   A coordenação do evento é das prof. Dras. Fabíola Orlando Calazans Machado e Nélia Del Bianco.   Sobre os convidados:   Olivier Tredan (Université de Rennes 1): Docente em Ciências da Informação e Comunicação, responsável pela Licença de Jornalismo Profissional no IUT de Lannion e investigador do laboratório ARENES - UMR 6051. É também membro do conselho científico do GIS Marsouin, um grupo de laboratórios de utilização da Internet. O fio condutor de seu trabalho é o interesse pelos processos, dinâmicas e desafios das práticas editoriais amadoras online e, mais amplamente, a construção da web francesa. Atualmente se interessa por questões relacionadas à abertura de dados públicos (Open Data) e sua utilização no espaço jornalístico (Datajournalism).   Victor Wiard (ULB/UNiversité Saint Louis): Pesquisador do Centro de Pesquisa em Publicidade na Comunicação Contemporânea da Universidade Livre de Bruxelas. Como pesquisador em estudos de mídia e jornalismo, estuda com novas formas de expressão midiatizada e mídia digital. Desenvolve experiência na recepção e uso de notícias online e nas mídias sociais. Nesse sentido, atualmente trabalha no EDMO-BELUX é o centro belga e luxemburguês de pesquisa sobre mídia digital e desinformação.   Fábio Pereira (UnB): Doutor em Comunicação pela UnB com estágio de doutoramento (doutorado-sanduíche) na Université de Rennes 1 (França). Em 2016, realizou estágio de pós-doutoramento na Université Libre de Bruxelles (ULB, Bélgica). Além disso, é autor dos livros: "Jornalistas-intelectuais no Brasil" (Summus 2011) e “As diferentes maneiras de ser jornalista” (Ed. UnB, 2020) e co-editor do periódico internacional Sur Le Journalisme - About Journalism - Sobre Jornalismo. Da linha Poder e Processos Comunicacionais, o professor integra o programa de pós-graduação da Faculdade de Comunicação da UnB.    A transmissão será pelo link acima!

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      Docentes de Jornalismo de vários países trocaram experiências e discutiram estratégias de ensino face à desinformação. Evento foi online, mas organizado em Oklahoma, Estados Unidos   04 julho 2022         No último dia 30, a pesquisadora e professora Rafiza Varão participou do World Journalism Education Council Conference, organizado em Oklahoma - Estados Unidos, compartilhando a experiência desenvolvida pelo ObservInfo, no âmbito do combate a desinformação.   A mesa-redonda intitulava-se "Journalism education in the age of misinformation", em português "A educação do Jornalismo na era da desinformação".   Docentes de várias partes do mundo também puderam contar seus próprios relatos e discutir meios mais eficazes de formar novos jornalistas no contemporâneo, bem como fazer com que os alunos incorporem em suas práticas processos de checagem mais fortes.

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      A pesquisadora do Observatório, Liliane Machado, esteve ao lado de Raquel Recuero, da Universidade Federal de Pelotas e Nelia Del Bianco, da Universidade de Brasília   30 de junho 2022         O projeto de extensão/pesquisa ObservInfo foi apresentado, nesta terça-feira (28), pela prof. Dra. Liliane Machado na Jornada Discente de Pesquisa em Comunicação, evento online organizado pelos estudantes da Pós-graduação em Comunicação da Universidade de Brasília (PPGCom - UnB). Em 2022, o tema principal da Jornada foi a “Crise do conceito de verdade: Pós-pandemia e pré-eleições”.   Intitulada por Pandemia, Desinformação e Plataformização, a mesa-redonda de Machado também teve a participação das pesquisadoras Raquel Recuero, da Universidade Federal de Pelotas e Nelia Del Bianco, da UnB.   Em sua fala, Machado frisou a importância da regulação das mídias e da necessidade da pressão popular em torno da demanda, por parte da sociedade civil organizada, incluindo as instituições de ensino e as empresas jornalísticas, inclusive no que tange às condições de trabalho dos profissionais.    “A gente observa que um novo meio de comunicação, uma forma de se comunicar sempre vai fazer com que a gente recaia numa luta antiga, que é a ideia da regulação. Como é que vai regular essas plataformas? É a grande questão que a gente enfrenta”, reiterou.   Para Machado, “regular é a única forma de tentar que esses abusos – como a desinformação ou fake news – possam ser detidos ou controlados.” Neste sentido, Machado explicou a experiência em torno do Observatório Internacional Estudantil da Informação (ObservInfo) e suas ações de Educação para Mídia, na tentativa de promover iniciativas de Alfabetização midiática para a comunidade.     Dentre elas, a pesquisadora frisou como foram feitas as oficinas de crítica de mídia com estudantes de graduação em jornalismo da UnB, a oficina com alunos do ensino fundamental de uma escola pública em Brasília e com professores da Educação Básica de São Paulo, em parceria com a UNESP-Bauru.   Além disso, também foi apresentado o site de conteúdos diversos e a série de entrevistas da primeira temporada do Diálogos ObservInfo, materiais disponíveis na internet.   Por sua vez, Raquel Recuero tratou de Desinformação, mídia social: a infodemia no covid 19, apresentando resultados de pesquisas realizadas em âmbito do grupo de pesquisa MIDIARS – Mídia, Discurso e análise das Redes Sociais.   Dentre outras coisas, Recuero apontou como as mídias sociais constroem um espaço onde a desinformação “ganha superpoderes”, a partir da sua própria engenharia algorítmica, ferramentas que propiciam um engajamento segmentado, específico e de formação de “câmara de ecos”, uma filtragem de conteúdo que “repetem aquilo que eu quero ouvir”, também chamado de “polarização afetiva”.   “Tem a ver com extremização, discurso intolerante, incivilidade, toxicidade e violência. E cria um espaço perfeito para a circulação de desinformação porque ela [a polarização afetiva] vai separando as redes por um viés político e esse viés vai ensinar para o algoritmo que tipo de conteúdo eu posso receber.”   Já Nelia Del Bianco reiterou, a partir de pesquisas recentes e uma entrevista com a jornalista filipina Maria Ressa, ganhadora do Prêmio Nobel da Paz, como o fenômeno da Plataformização tem ameaçado a democracia e a manutenção da liberdade de expressão, tanto pelo massivo uso das plataformas para disseminar a desinformação, como também por um ambiente ausente de regulação e o descrédito, por consequência, na atividade jornalística.    Veja as falas das pesquisadoras na íntegra clicando no vídeo acima.