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      Nesta quinta-feira (09), o líder do Observatório Internacional Estudantil da Informação, Fábio Pereira, apresentou o trabalho do ObservInfo em Conferência de Abertura do XXII Congresso de Ciências da Comunicação na Região Centro-Oeste (Intercom).   Com o título "Atuando contra a desinformação nas redes", a mesa foi composta ainda pela jornalista Natália Viana, Diretora e co-fundadora da Agência Pública de jornalismo investigativo e Leandro Demori, que foi diretor-executivo do site The Intercept Brasil entre 2017 e 2022.   O evento está sendo organizado pela Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT), mas ocorrerá integralmente online, até sábado (11), com apresentação de trabalhos e comunicações de estudantes, professores e pesquisadores em Comunicação. O tema geral do Intercom de 2022 é, inclusive, "Ciências da Comunicação contra a desinformação".    "O problema não é só a tia do Zap. Não podemos culpabilizar a recepção", afirmou Pereira, em sua fala. O cenário é complexo e envolve diversos fatores, sobretudo pensando na estrutura montada de divulgação de desinformação.    Como problema público, Pereira reitera a importância de ser tratado na esfera de políticas públicas, ultrapassando as ações realizadas pela mídia. Nesse sentido, o professor afirmou a necessidade de a academia intervir também, numa aliança entre jornalistas e cientistas no combate à desinformação.    Em seguida, Pereira apresentou as ações feitas no âmbito do ObservInfo, enquanto um projeto realizado por professores da Universidade de Brasília, cujo objetivo é desenvolver um conjunto de práticas em crítica da mídia e de alfabetização midiática dentro da UnB e na comunidade.    Dentre outras coisas, Viana comentou ainda como a Agência Pública tem trabalhado no combate à desinformação em diferentes momentos da história recente do Brasil, desde as eleições de 2014, começando pelos processos de checagem, em seguida com matérias investigativas sobre o uso da desinformação como arma e manutenção desse poder, de destruição de reputações e afastamento de pessoas do jogo político.    Já Demori falou sobre como o mundo contemporâneo banalizou a tecnologia e como as projeções em torno do metaverso podem ser assustadoras, ao passo da construção de realidades paralelas. Mas a esperança, segundo Demori, é a de que as pessoas se conscientizem e busquem a verdade. Para isso, também é preciso pensar, do lado de cá da imprensa, que "a credibilidade não é uma força da natureza, é uma construção".    A participação de Fábio começa em 1 hora e 32 minutos. Assista ao vídeo na íntegra! 

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    No último episódio da primeira temporada dos Diálogos ObservInfo, reunimos a equipe do Observatório para dez passos práticos de combate à desinformação   Por Nathália Coelho   A primeira temporada do Diálogos ObservInfo chegou ao fim! Do primeiro ao sexto episódio, publicados entre novembro de 2021 e maio de 2022, conhecemos pesquisadores na área de Alfabetização Midiática, Ética Jornalística, Jornalismo e tecnologia, desinformação em áreas periféricas.   Ainda conversamos com jornalistas Chico Marés e Raphael Kapa da Agência de Checagem Lupa e com o cientista político e colunista da UOL, Leonardo Sakamoto. Todos os vídeos promovem reflexões e trazem especificidades no combate a desinformação, apresenta frentes de trabalho no âmbito da Educação para Mídia, aponta caminhos de pesquisas e o mais importante: discutem como usuários da internet e não jornalistas podem ser agentes de combate.   Todas as entrevistas estão disponíveis em nosso canal. No último episódio, convidamos os membros do próprio Observatório Internacional Estudantil da Informação para dar dez dicas especiais. São elas:   1 - Como identificar uma fake news? Por Fábio Pereira; 2 - Estude: Desinformação não é só fake News! Por Raphael Sandes; 3 - Saiba diferenciar o jornalismo profissional pela ética jornalística. Por Rafiza Varão; 4 - Nem tudo que se diz é liberdade de expressão. Por Rafiza Varão; 5 - Conheça os bastidores da notícia: apuração, fontes, vieses editoriais; Por Fábio Pereira; 6 - Duvide: Como ter uma postura crítica? Por Cristine Marquetto; 7 - Vá além das redes sociais! Por Mariana Fagundes; 8 - Cada um conta de um jeito: Pluralidade de veículos e o enquadramento. Por Maria Eduarda Cidrão; 9 - Não deixe suas emoções e afetos interferirem nas suas escolhas de leitura. Por Nathália Coelho; 10 - Mantenha-se aprendendo: procure cursos de educação para mídia e alfabetização midiática. Por Cristine Marquetto.   Assista ao vídeo!       ObserInfo é a sigla de Observatório Internacional Estudantil da Informação. Somos um projeto de extensão e grupo de pesquisa criado por professores da Faculdade de Comunicação da Universidade de Brasília – a FAC/UnB.   Aproveite também para navegar também em nossos conteúdos do Observatório Estudantil Internacional da Informação (ObservInfo) em outras plataformas:   Site de conteúdos diversos Instagram Facebook Twitter

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    Dentre outros fatores, Marcelle Chagas quer entender como se dá o fluxo de desinformação científica em comunidades do Rio de Janeiro, bem como o impacto da atuação de jornais comunitários para os moradores, tomando como ponto de partida as experiências do primeiro ano da pandemia do COVID-19   Por Nathália Coelho   Embora a desinformação seja um fenômeno universal contemporâneo, o modo e o impacto da sua divulgação podem ser analisados sob óticas específicas, que envolvem recortes, por exemplo, de territórios. Essa é uma premissa da pesquisa da jornalista e mestranda da Universidade Federal Fluminense (UFF) Marcelle Chagas, nossa convidada do sexto episódio do Diálogos ObservInfo.   Chagas decidiu investigar a propagação de fake news e fake Science (“notícias falsas” sobre ciências e saúde) em áreas de vulnerabilidade do Rio de Janeiro. A pesquisadora revela que a pandemia do COVID-19 pôde evidenciar o quanto tais comunidades estão expostas a proliferação de doenças e, consequentemente a riscos de saúde, em função de fatores ambientais e sociais, tais como poucos investimentos em saneamento básico, desmoronamento de encosta, alta densidade populacional, inadequação das moradias.   Nesse sentido, a proliferação de fake news se transforma em um novo perigo. “Eu passei a investigar como foi e como tem sido dentro dessas regiões o impacto desse processo que se desenvolveu no ápice da pandemia, sendo considerada pela OMS infodemia, o excesso de circulação de informação sobre o mesmo tema”, reitera.   Chagas ainda afirma que se somou à situação o fato de a população ter pouco acesso a saúde pública e que, no período do “fique em casa”, essa mesma população precisava sair para manter seus empregos ficando cada mais vulnerável ao vírus.   “As próprias comunidades começaram a se mobilizar justamente para tentar levar informações confiáveis e trazer para a população, como um todo, informações também sobre os números e o que estava acontecendo”, explica.   Aqui, entra, por exemplo, ações dos jornais comunitários Voz das Comunidades, que desenvolveu um Painel Covid-19 nas Favelas, atuando como fontes também para a imprensa e promovendo ações de combate à desinformação. Ou o Painel Unificador Covid19 nas Favelas do Rio de Janeiro, desenvolvido pela Fiocruz, Redes da Maré e outros coletivos, com dados específicos das comunidades.   Nasce, nesse sentido, segundo Chagas, “a necessidade de entender como funciona esse fluxo, essa circulação de informação científica nessas comunidades, a atuação desses veículos e o impacto disso. Eu observo pela covid, mas isso pode se estender para outras pandemias”, conclui.     Observatório de Gênero, Raça e Territorialidades (GeRaTe)   Para tirar os planos de pesquisa do papel, Marcelle Chagas conversou com a orientadora, a professora Thaiane Moreira de Oliveira (UFF) sobre a necessidade de criar metodologias específicas que pudessem auxiliar na observância de como as variáveis de território, raça e gênero impactavam o fluxo de informação e desinformação científica nas comunidades.   Assim surgiu o GeRaTe - Observatório de Gênero, Raça e Territorialidades. “O GeRaTe vem para criticar essas desigualdades estruturais de gênero, raça e território, para apoiar formulação de políticas públicas. Ele vem levantar dados, trazer à tona essas informações, para que sejam formuladas ações a partir disso. E vem promover o conhecimento científico e inovações de relacionamento com os territórios”, diz Chagas.   A ideia é fazer uma análise do fluxo de circulação de informação e desinformação científica, além do reconhecimento da autoridade epistêmica dentro das localidades, primeiro pela coleta de dados por meio de um formulário e, em seguida, na realização de conversas com moradores participantes de grupos focais. “É interessante entender, pra essas pessoas, quem eles reconhecem como autoridade. É o jornalista, é o divulgador científico, é o médico, é o influenciador digital, é o jornalista que escreve para o veículo da localidade? Dali da periferia? É o líder religioso?”, indaga.   Uma das hipóteses da pesquisadora, inclusive, aponta para a importância do jornalismo comunitário desenvolvido nas comunidades. “Acredito que eles tenham tido sim um papel determinante, um papel fundamental principalmente durante o ápice da pandemia. Ainda estou desenvolvendo, mas a gente vai entrar mesmo para entender isso do ponto de vista dos moradores.”   Assista o vídeo completo clicando acima! Aproveite também para navegar também em nossos conteúdos do Observatório Estudantil Internacional da Informação (ObservInfo) em outras plataformas:   Site Institucional Site de conteúdos diversos Instagram Facebook Twitter